quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Brasil em guerra civil



PMs envolvidos na morte de turista espanhola são libertados pela Justiça Militar

  • 25/10/2017 20h59
  • Rio de Janeiro







Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil
Os dois policiais envolvidos na morte da turista espanhola Maria Esperanza, baleada com um tiro no pescoço na segunda-feira (23), na Rocinha, foram libertados pela Justiça Militar. A decisão foi tomada hoje (25) pela juíza Ana Paula Monte Barros, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
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A juíza concedeu liberdade provisória ao tenente Davi dos Santos Ribeiro e ao soldado Luiz Eduardo de Noronha Rangel. Em depoimento, Ribeiro reconheceu ter sido autor do disparo de fuzil que atingiu a turista no pescoço. A magistrada, no entanto, decretou que os acusados sejam afastados das atividades externas.

“Conforme se depreende dos autos, o suposto crime foi praticado, em tese, no exercício da função de policial militar e em razão dela, mostrando-se imprescindível o afastamento dos ora indiciados de sua atividade-fim, embora, ao menos em princípio, não se mostre necessária e adequada a imposição de prisão preventiva”, destacou a juíza.

O carro em que estavam Maria Esperanza e outras quatro pessoas, que faziam um tour pela favela, foi alvejado duas vezes pelo tenente. Segundo o policial militar, o veículo desobedeceu a uma ordem de parar. Os ocupantes do veículo disseram não ter escutado aviso de parada nem visto qualquer blitz no caminho.
Edição: Luana Lourenço

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Sem armas nucleares, amamos a Terra



Secretário de Defesa dos EUA apoia o acordo nuclear com o Irã
  • 04/10/2017 16h19
  • Washington





Da Agência Xinhua
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, James “Jim” Mattis, disse nessa terça-feira (4), em uma audiência no Congresso americano, que era do interesse nacional dos EUA manter um acordo histórico celebrado entre o Irã e as seis potências mundiais para controlar o seu programa nuclear. A informação é da agência chinesa Xinhua.
As declarações de Mattis chegaram em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, está analisando se deve abandonar o acordo negociado durante a administração de Obama.

"O que eu faria é, se podemos confirmar que o Irã está cumprindo o acordo, se pudermos determinar que isso é do nosso interesse, então, claramente, devemos ficar com ele", declarou Mattis em uma audiência no Senado.
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"Eu acredito, neste momento, não ter indicações contrárias [ao acordo],  acho que é algo em que o presidente Trump deveria considerar permanecer," acrescentou Mattis.
O general aposentado de quatro estrelas também respondeu "sim" quando perguntado se era do interesse nacional dos Estados Unidos permanecer no acordo, celebrado em julho de 2015 entre o Irã e Grã-Bretanha, China, França, Alemanha, Rússia e EUA após negociações de uma década.

Os comentários de Mattis foram aparentemente contraditórios com o discurso de Trump pronunciado no mês passado na Assembleia Geral da ONU, onde chamou o acordo de "um embaraço" para os Estados Unidos e indicou que ele pode não recertificar o acordo em seu prazo de meados de outubro.

Os líderes iranianos reagiram fortemente às observações de Trump, dizendo que palavras tão hostis não intimidarão a República Islâmica.

Em 15 de outubro, Trump deve testemunhar no Congresso se Teerã está cumprindo o acordo e se continua sendo de interesses dos Estados Unidos continuar com ele. Se ele decidir que não é, poderia abrir caminho para os legisladores dos EUA imporem novamente sanções ao Irã, levando ao potencial colapso do acordo.

O acordo nuclear com o Irã, oficialmente conhecido como Plano Integral Conjunto de Ação, ajudou a desarmar a crise nuclear do país e reforçar o regime internacional de não proliferação. No mês passado, a Agência Internacional de Energia Atômica, organismo da ONU, disse que o Irã estava jogando de acordo com as regras estabelecidas no acordo nuclear.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Fora Temer, traidor do Brasil!



Mariz pede prazo a Fachin para envio à Câmara de nova denúncia contra Temer
  • 14/09/2017 19h41
  • Brasília





Ivan Richard Esposito e André Richter - Repórteres da Agência Brasil
A defesa do presidente Michel Temer protocolou há pouco no Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para que o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, aguarde até a próxima quarta-feira (20) para encaminhar à Câmara dos Deputados a nova denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente.

Está marcado para a próxima quarta-feira a retomada do julgamento, iniciado na quarta-feira (13), que analisa a possibilidade de suspender a apresentação de denúncia contra o presidente da República baseada nas provas obtidas por meio da delação dos executivos da J&F.

“Agora, estou entrando com uma petição pedindo que se aguarde até a quarta-feira a [decisão do plenário] sobre a questão de ordem [apresentada por Fachin]. Em vez de enviar agora a denúncia, que se aguarde até quarta-feira”, disse à Agência Brasil o advogado Antônio Cláudio Mariz, representante de Temer.
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Para Mariz, as suspeitas de que o ex-procurador da República Marcello Miller teria beneficiado os delatores da J&F, fato que motivou abertura de processo de revisão da delação premiada dos executivos da empresa, justifica cautela no prosseguimento das investigações e a suspensão da eventual denúncia.

Na denúncia enviada hoje ao SFT, Janot acusa Temer dos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. Para o procurador, Temer e parlamentares do PMDB, que também constam na denúncia, participaram de um suposto esquema de corrupção envolvendo integrantes do partido na Câmara dos Deputados com objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração.

Procurada, a assessoria de imprensa da Presidência da República ainda não se manifestou sobre a denúncia. A assessoria do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, negou por meio de nota que ele tenha participado de qualquer grupo para prática ilícita.

"Essa denúncia foi construída com a ajuda de delatores mentirosos, que negociam benefícios e privilégios. Responderei de forma conclusiva quando tiver conhecimento do processo", diz a nota.

Edição: Fernando Fraga